Leitura para quem já sonha em viajar pela Provence. Leitura para quem vai sonhar.


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Vencedor do prêmio Melhor Livro de Viagem do British Book Awards, Um ano na Provence é uma das mais divertidas, adoradas e bem-sucedidas obras do gênero já publicadas.

Quem não gostaria de largar tudo e recomeçar a vida num dos lugares mais charmosos do mundo? Peter Mayle e sua mulher fizeram o que, para a maioria de nós, continua sendo apenas um sonho quando resolveram morar numa casa rural no sul da França.

Em seu primeiro ano na Provence, Peter, um ex-publicitário inglês, realizou um registro mês a mês de sua ambientação à nova realidade e de suas incríveis descobertas e surpresas. A começar pela gastronomia e pela paisagem, passando pelos hábitos interioranos dos franceses e as diferenças culturais, tudo é contado em detalhes, com descrições deslumbrantes e um humor refinado e irresistível.

Saboreie os comentários sobre os pastis, os azeites e a comida; encante-se com a humildade dos cozinheiros anônimos capazes de superar grandes chefs parisienses; divirta-se com as implicâncias de um vizinho belicoso que faz de tudo para expulsar os turistas; alegre-se com as pitorescas corridas de cabras; e espante-se com a força do perturbador vento mistral, que arranca telhas e destrói encanamentos.

Livros de receitas e guias da região costumam nos seduzir com refeições fartas, coloridas e apetitosas, plantações de lavanda, belíssimos vinhedos e céus azuis. Mas nada como conhecer o relato em primeira mão de quem deixou a cidade grande para se entregar à experiência de desfrutar tudo isso, num local onde o tempo é governado pelas estações, não pelos dias.

Todos os prazeres rústicos da vida provençal estão reunidos neste retrato fascinante, misto de caderno de viagens, crônica e romance – obra que deve ser degustada como o melhor dos vinhos.

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"O pequeno restaurante de paredes de pedra estava lotado já às 12h30. Encontravam-se ali algumas barrigas de se tirar o chapéu: famílias inteiras com a forma física resultante da dedicação de duas ou três horas à mesa todos os dias; os olhos baixos e a conversa deixada para depois, no cumprimento do ritual preferido dos franceses. O dono do restaurante, homem que, não se sabe como, tinha aperfeiçoado a arte de adejar, apesar de seu tamanho respeitável, trajava um smoking de veludo e gravata-borboleta. Seu bigode, alisado com brilhantina, vibrava com entusiasmo enquanto ele descrevia enlevado o menu: foie gras, musse de lagosta, carne en croûte, saladas servidas com azeite extravirgem, queijos selecionados pessoalmente, sobremesas de uma leveza inacreditável, digestifs. Era uma ária gastronômica que ele interpretava a cada mesa, beijando com tanta frequência as pontas dos dedos que deve ter ferido os lábios.

Quando o último ‘bon appétit’ foi pronunciado, um quase silêncio amistoso tomou conta do restaurante à medida que a refeição recebia a merecida atenção. Enquanto comíamos, minha mulher e eu recordávamos outros dias de ano-novo, em sua maioria passados na Inglaterra, debaixo de um manto impenetrável de nuvens. Era difícil associar ao dia 1º de janeiro o sol e o céu de um azul intenso; mas, como todos não paravam de nos dizer, isso era perfeitamente normal. Afinal de contas, estávamos na Provence.”

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